A relação entre duas pessoas

A propósito do dia dos namorados, em que se brinda ao amor com troca de mensagens e presentes, passeios e jantares românticos, trago uma proposta sobre relações interpessoais, é uma sugestão que se aplica a todos os relacionamentos entre duas pessoas.

      Quero que me oiças sem me julgares

Quero que me dês a tua opinião sem me aconselhares

     Quero que confies em mim sem me exigires

Quero que me ajudes sem tentares decidir por mim

     Quero que cuides de mim sem me anulares

Quero que olhes para mim sem projectares as tuas coisas em mim

      Quero que me abraces sem me asfixiares

Quero que me animes sem me empurrares

      Quero que me apoies sem te encarregares de mim

Quero que me protejas sem mentiras

     Quero que te aproximes sem me invadires

Quero que conheças as coisas que mais te desagradem em mim

      Que as aceites e não pretendas mudá-las

Quero que saibas… que hoje podes contar comigo…

Sem condições.

Jorge Bucay

                                                                                           “ Contos para pensar”

 

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Um dia feliz para si!

Maria José

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Um conto para pensar

 

Hoje apeteceu-me partilhar um conto, este é o meu jeito de lhe desejar um bom feriado!

A tristeza e a fúria

Num reino encantado onde os homens nunca podem chegar, ou talvez onde os homens transitem eternamente sem se darem conta…

Num reino mágico onde as coisas não tangíveis se tornam concretas…

Era uma vez…

Um tanque maravilhoso.

Era uma lagoa de água cristalina e pura onde nadavam peixes de todas as cores existentes e onde as tonalidades de verde se reflectiam permanentemente…

Aproximaram-se daquele tanque mágico e transparente a tristeza e a fúria para se banharem em mútua companhia.

As duas tiraram os vestidos e, nuas, entraram no tanque.

A fúria, que tinha pressa (como sempre acontece com a fúria), pressionada pela urgência – sem saber porquê -, banhou-se rapidamente e, ainda mais rapidamente, saiu da água…

Mas a fúria é cega ou, pelo menos, não distingue claramente a realidade. Por isso, nua e apressada, pôs, ao sair, o primeiro vestido que encontrou…

E aconteceu que aquele vestido não era o dela, mas o da tristeza

E assim, vestida de tristeza, a fúria foi-se embora.

Muito indolente, muito serena, disposta como sempre a ficar no lugar onde estava, a tristeza terminou o seu banho e, sem pressa – ou, melhor dito, sem consciência da passagem do tempo -, com preguiça e lentamente, saiu do tanque.

Na margem, deu-se conta de que a sua roupa já lá não estava.

Como todos sabemos, se há coisa que não agrada à tristeza é ficar nua. Por isso vestiu a única roupa que havia junto do tanque: o vestido da fúria.

Contam que, desde então, muitas vezes nos encontramos com a fúria, cega, cruel, terrível e agastada. Mas se nos dermos tempo para olhar melhor, apercebemo-nos de que esta fúria que estamos  a ver não passa de um disfarce e, por detrás do disfarce da fúria, na realidade, está escondida a tristeza.

Contos para pensar”    Jorge Bucay

Um dia feliz para si!

Maria José

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