Amor incondicional

Olá! Olá!

Por estes dias já recomeçou a rotina escolar para muitas crianças, jovens e pais. Os desafios que muitos pais enfrentam ao educar os filhos são diferentes daqueles que eu já enfrentei ao educar os meus filhos, ou que os meus pais tiveram de enfrentar  ao educar-me.

O mundo é hoje um lugar muito mais perigoso, até na própria casa, rodeados pela família, os jovens não estão seguros.

Existem muitos perigos na internet como a exposição fácil a conteúdos impróprios, a possibilidade de estabelecerem contactos com pessoas mal-intencionadas, a eventualidade de serem assediados comercialmente para fazerem compras não autorizadas pelos pais.

Como pais, não sabemos tudo, não somos perfeitos, não tomamos sempre as decisões mais acertadas, mas não há maior dádiva que possamos conceber aos nossos filhos, do que o nosso amor e apoio incondicional.

As crianças aprendem muito cedo que o mundo exterior não as ama incondicionalmente.

Muitos de nós faz essa descoberta no dia em que entra na escola pela primeira vez, sozinho com a mochila às costas e o medo no coração.

Por isso, esse amor incondicional, é um refúgio seguro onde podemos retirar lições de força para o resto da nossa vida.

Em conjunto com os livros e a mochila, demonstre aos seus filhos todos os dias que os ama incondicionalmente, quer o seu filho frequente o ensino básico, secundário ou a Universidade!

A par do afeto e do amor transmitido é necessário, também, respeitá-los, valorizar as suas conquistas e ajudá-los nas derrotas.

Transmitir-lhes valores do que é certo e do que é errado, orientá-los, dar-lhes regras e limites.

Dar consequências para os comportamentos adequados e inadequados.

Ensiná-los a resolver problemas, a relacionarem-se, a compartilharem, a respeitarem os outros.

Isto é o amor incondicional!

Desejo-lhe um dia magnifico!

675a606b8c26b7fae79258e79361cffe

Maria José

[Read more…]

Regressando à vida em tons suaves

 

Olá, estou de volta depois de três semanas ausente!

Estive de férias e não só, um pouco desligada do computador e de outras ferramentas que me conduzem ao mundo virtual.

Neste tempo, descansei, coloquei o sono em dia, li muito, tive bons momentos de convívio com a família e  amigos, muitos petiscos e longos banhos de mar que me dão energia,  essencial para regressar ao trabalho.

O motivo principal da minha ausência, foi sobretudo o meu desejo de desempenhar o meu papel de mãe e de anfitriã. Durante o mês que passou a casa voltou a estar cheia, com os meus filhos e amigos dos meus filhos, chegando uns, partindo outros.

Muitas refeições para preparar, muitas camas para mudar, muitas coisas para arrumar, muitas compras para fazer, mas também, muita vida, muitos risos, muitas vozes, muitas conversas, muita animação e muita agitação.

É saudável que os nossos filhos tragam os amigos para casa, através dos seus amigos ficamos a conhecer  melhor alguns aspectos da personalidade dos nossos filhos, as suas opiniões, as suas vivências na universidade e fora da universidade, conhecemos histórias e episódios que aconteceram através das suas partilhas e conversas.

Assuntos e conteúdos que não teriam se estivessem apenas em família.

Foi bom! Foi mesmo muito bom!

Agora regresso a outro trabalho, com entusiasmo e  muitas  ideias de artigos para o mês de Setembro.

unnamed

Imagem: A vida em tons suaves

Um dia muito feliz para si!

Maria José

[Read more…]

Pais e filhos

Os pais têm habitualmente algumas ideias sobre o tipo de pessoa que gostariam que os seus filhos fossem. Em algumas famílias começam a tê-las ainda antes de as crianças nascerem.

Mas, habitualmente, a realidade sobrepõe-se ao sonho e poderá existir um conflito entre aquilo que esperavam e aquilo que obtiveram.

Quando fizeram todos os planos para os  filhos, queriam sobretudo  que eles fossem felizes e tivessem mais sorte do que a deles.

Não podemos, no entanto, esquecer  que os  filhos têm uma personalidade própria e  que tentarão encontrar um caminho próprio para a sua vida em função dessa personalidade, desde que lhes seja dada a  liberdade para o fazerem. Se tentarem pressionar os filhos num sentido que não seja concordante com a sua personalidade haverá lutas permanentes, discussões, portas a bater, etc. Também poderá parecer que tudo está calmo, até compreenderem que há  filhos que dizem que sim a tudo, mas fazem exactamente o oposto.

As intenções dos pais são boas, mas não há maneira de impedir que os filhos sofram ao crescer, só podem aprender a partir das suas próprias experiências. Deverão dar-lhes conselhos e todo o apoio que puderem, mas não podem tentar organizar as suas vidas à vossa maneira.

Mesmo que os seus filhos se assemelhem a si em certos aspectos de carácter, na aparência, etc., continuam a ser muito diferentes de si, noutros pontos de vista e por isso mesmo são imprevisíveis.

Ajude-os a descobrir e desenvolver todos os seus talentos e capacidades, quaisquer que estas sejam, ajude-os a desenvolver aquilo que têm de melhor em si próprios.

Reconheça o facto de que são indivíduos com uma personalidade própria, respeite-os como pessoas. Só poderá ajudá-los e apoiá-los se estiver aberto às suas necessidades e tiver vontade de as conhecer, mesmo que as suas opiniões sejam diferentes.

Um dia feliz para si!

068375ddf6b7fda51de1610f79085bfd

Imagem: Via

Maria José

[Read more…]

Os filhos e as férias

Olá!

As férias escolares são momentos de grande alegria, mas por vezes de alguma tensão. Por um lado, preocupação para lhes arranjar actividades, especialmente quando os pais ainda se encontram a trabalhar, mas tensão também, porque há mais tempo para estar em conjunto, o que por vezes pode promover alguns conflitos.

Para que as férias sejam momentos de bem-estar para toda a família é necessário que os pais desenvolvam um ambiente de confiança e de comunicação.

Não se esqueça:

  • Tente evitar dizer ao seu filho sempre o que tem que fazer;
  • Superproteção pode ser percebida como uma falta de confiança nas suas capacidades, isso pode torná-los menos confiantes;
  • Não espere que o seu filho faça exactamente o que você diz o tempo todo;
  • Permita que o seu filho cometa erros;
  • Substitua a punição pelo reforço positivo;
  • Elogie os progressos por muito pequenos que sejam;
  • Agradeça toda a sua ajuda por mais minúscula que seja;
  • Mostre disponibilidade, quando o seu filho quer falar, interrompa por breves instantes o que está a fazer para poder escutá-lo;
  • Dê-lhe a oportunidade de se explicar quando lhe faz uma pergunta, ou mesmo um disparate;
  • Divirta-se com ele, entre no seu mundo.

Tenha um dia muito feliz. Se está de férias, boas férias!

3ddc4875dee9ecf83d9b820feb3ac88d

Imagem: Pinterest

Maria José

[Read more…]

Não temos que ser perfeitos

 

Olá!

Não temos que ser perfeitos como pais e mães!mao-pai-filho

Como pais e mães que somos, não temos que ser perfeitos, nem entender tudo à primeira, é através dos nossos filhos que fazemos a nossa aprendizagem de pais.

Temos o direito de cometer erros, de voltar atrás e de aceitar as nossas imperfeições.

Se cometemos um erro, é importante reconhecê-lo e, se for caso disso, saber pedir desculpa aos nossos filhos.

É através da nossa atitude que também eles, poderão sempre recomeçar depois de terem errado.

Quanto aos nossos erros, eles serão para nós momentos para aprender e evoluir.

Somos eternos aprendizes em matéria de educação.

Calma e descontracção conseguem mais do que ansiedade e preocupação pelo futuro.

fotos-pais-e-filhas-8

Imagens: Pinterest

Uma quinta-feira calma e descontraída!

Maria José

[Read more…]

Feliz dia do Pai

Olá!

dec6f6f2c7b89194817bbe2c0dc49329 (1)

Imagem: Pinterest

Neste dia de S. José, quero felicitar todos os pais por este dia tão especial!

Especialmente ao pai dos meus filhos, meu companheiro de viagem, quero demonstrar toda a minha gratidão pelo pai maravilhoso que tem sido, cujos ensinamentos que vai transmitindo aos filhos modelaram e continuam a modelar os seus comportamentos e os seus princípios de conduta, tornando-se num grande Mestre e num grande exemplo.

Ao meu pai que já não se encontrando presente, está sempre no meu coração, sendo raro o dia que não me lembro dele e recorde a pessoa maravilhosa que era.

Trago esta passagem de um livro de Agostinho da Silva, que traduz o meu pensamento e que dedico ao meu pai.

 As saudades, sabe, eu não tenho saudades das pessoas de quem gosto, pois estão sempre comigo, como é que vou ter saudades delas? Mesmo que estejam a muita distância. De maneira que essa coisa da saudade para mim não existe (…) Saudades seria alimentar uma ausência, mas eu nunca estou ausente de lá, eles nunca estão ausentes de mim, como é que vou ter saudades?

Feliz dia para todos os Pais!

Maria José

[Read more…]

Filhos emprestados

Olá!

1f069e19835629e4fe0dafeea8cc881b

Imagem: Pinterest

 

Hoje quero partilhar convosco um texto lindíssimo que li,  é um texto que fala sobre perdas.

Quando os nossos filhos perdem um grande amor, nós também perdemos… ficamos privados de continuar um relacionamento que aprendemos a respeitar, a apreciar e a amar.

Umas  perdas serão mais sentidas que outras, algumas permanecerão em nós para sempre.

FILHOS EMPRESTADOS

“Quando uma história de amor chega ao fim  e algumas inevitavelmente chegam, chegam ao fim também os relacionamentos que se estabeleceram por intermédio do casal. Aqueles cujo convívio foi-se estreitando, se aprofundando, na mesma medida do bem-querer entre o par. E que agora, no momento da separação, são obrigados a se romper junto com ela. Estou falando dos relacionamentos que, como pais, nos impomos por amor aos filhos: acolher aquele ou aquela a quem eles escolheram para uma vida a dois.

Quando se tem um genro ou uma nora a quem se quer bem, é como se a vida nos emprestasse um novo filho, uma possibilidade de amar o já criado, assim como é, assim como chegou, sem ter de submetê-lo a alguma disciplina ou educação. Aos poucos vão-se achegando à nossa mesa, se esparramando em nosso sofá, se integrando à nossa paisagem familiar. Quando se vê, fizeram morada em nosso coração.

Os mais espiritualizados dirão que estamos aqui de passagem e que vivemos permanentemente desses “empréstimos”. O que, em outras palavras, quer dizer que Heráclito estava certíssimo: Panta Rei. Tudo muda. Tudo flui. Sabemos disso, sabemos que afectos vêm e vão, e que todo “olá” é o começo de um novo “adeus”. E sabê-lo deveria tornar mais fáceis, ou ao menos mais aceitáveis, as despedidas. Mas no espaço entre saber aceitar cabe um universo de sentimentos e sensações.

No entanto, é preciso aceitar. Aceitar que quando um casal se desfaz, se desfaz também a convivência com os familiares e amigos que orbitavam em torno dos dois. Subitamente ficamos interditados, privados de dar continuidade a esse convívio, impedidos de colocar o prato à mesa, de ceder prazeirosamente o lugar no sofá. Somos convocados a reinventar uma já tão familiar paisagem.

Por isso, quando a história de amor que chega ao fim é a de nossos filhos, sofremos duplamente: por eles e por nós. Na casa e na vida, haverá certas ausências que serão mais sentidas do que outras, haverá ausências que passarão a habitar em nós. Afinal, este é o material de que somos feitos: afecto.

Que ao final da história, tenhamos aprendido juntamente com os filhos, os nossos e os emprestados tão somente a amar com mais fervor, com mais entrega, e com menos expectativas. Que ao final da história, reste apenas a lição do escritor que tem no sobrenome a força e a sensibilidade da palavra Mãe: “Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz.”

Cris Zanferrari

 

Identifiquei-me com este  texto, talvez por ser mãe de dois jovens adultos, que começam a viver as suas grandes  histórias de amor.

Uma agradável terça-feira para si.

Maria José

[Read more…]

Para ser uma boa Mãe…

IMG_2318[1]

A vida em tons suaves

Olá!

Faz hoje vinte anos que fui mãe pela segunda vez. Esta viagem de mãe já se iniciou há vinte e quatro anos e tenho apreciado cada momento.
A união entre mães e filhos é uma das uniões mais importantes entre dois seres.
Ao longo do tempo o relacionamento com os nossos filhos vai-se modificando e adaptando às novas fases do seu desenvolvimento, com adereços e humores diferentes.
Neste momento, já iniciei a construção de um novo relacionamento com os meus filhos e este novo relacionamento é muito especial!
Saber que os meus filhos jovens adultos, são agora meus amigos e parceiros de vida, com quem poderei falar e partilhar as minhas alegrias e tristezas é fascinante! Espero que esta conversa e partilha dure a vida inteira e durante muitos e muitos anos…
Durante alguns anos, procurei o equilíbrio entre os meus projectos pessoais, sentindo que não conseguia dispor de tanto tempo quanto gostaria para estar com os meus filhos, passei algum tempo até conseguir perdoar-me, mas soube sempre, que só conseguiria ser uma boa mãe para eles, se me sentisse feliz e realizada. E isso só poderia alcançar quando conciliasse a missão de mãe com a vivência profissional e pessoal.
Ao longo dos anos compreendi, que para mim, ser uma boa mãe é algo que não pode ser quantificável em termos de tempo ou actividades que fizesse com os meus filhos.
Ser uma boa mãe, para mim, tem a ver com amor, atenção, compreensão, comunicação e carinho. Tem a ver com alimentá-los, vê-los crescer, transmitir-lhes segurança, orientá-los. E tem a ver também com os momentos de qualidade em que eles se aninham nos nossos braços para partilharem as suas aventuras e descobertas.
Ser uma boa mãe, tem a ver com estarmos plenamente com eles, de corpo e alma e com sentirmo-nos bem como somos, para que eles também possam sentir-se bem consigo próprios, para puderem brilhar com alegria, segurança e competência. A nossa tarefa como boas mães é guiá-los e proporcionar-lhes os recursos para obterem uma vida plena de realizações cheias de significado.

Cada uma de nós de uma forma única e pessoal será uma boa mãe.

Maria José
“ Em certos momentos terás medo, sentir-te-ás só e triste, e eu não estarei presente para te tomar nos meus braços. Haverá momentos em que eu não te poderei adormecer, em que não poderei limpar as tuas lágrimas, cantar-te uma canção e beijar-te para que voltes a sorrir.
Virão tempos em que tu poderás cair e magoar-te sem que eu esteja presente para beijar a tua ferida e ajudar a curá-la.
Pode acontecer que alguém te diga coisas que te magoam e eu não estarei lá para te dizer que essas opiniões reflectem as inseguranças de quem as emite.
Também virão os momentos em que eu não conseguirei aperceber-me das tuas necessidades apenas olhando para ti ou ouvindo o tom do teu choro.
Mas, mesmo assim, deves saber que nunca estás só e que estarei sempre presente para ti.
Quando precisares de mim e não me vires, presta atenção ao teu coração, pois sentirás a minha presença e lembrar-te-ás. Sentirás o calor do meu abraço, ouvirás uma canção cantada por mim e saberás que te amo.
Estamos ligados para sempre, e por isso nunca nos sentiremos verdadeiramente sós.” Mallika Chopra

IMG_2324[1]

A vida em tons suaves

IMG_2316[1]

A vida em tons suaves

[Read more…]

<span>%d</span> bloggers like this: