15 formas de cuidar de si, para poder cuidar do outro

 

Olá, Olá!

Todos nós ao longo da nossa existência somos confrontados com acontecimentos de vida que exigem mudanças na nossa forma de estar, de pensar, de sentir e de agir.

Alguns acontecimentos podem ter carácter normativo, outros não.

Em qualquer dos casos, estes acontecimentos quer sejam normativos ou não, provocam desequilíbrio no sistema pessoal, enquadrando-se a doença nos acontecimentos de vida não normativos.

Sendo a família um forte ponto de apoio e desempenhando um papel fundamental na saúde e na doença, evidentemente, quando a doença surge no seio familiar, influencia a saúde e o funcionamento da família, provocando grande instabilidade familiar.

Apesar de cada família ter o seu estilo de comunicação, as suas regras, os seus sistemas de crenças e as suas formas de manter a estabilidade, o stress e o sofrimento que é desencadeado com o aparecimento de uma doença, afeta o próprio doente e também as pessoas que lhe são próximas, necessitando também elas de serem apoiadas.

Cuidar de um ente querido doente pode ser compensador, mas é fisicamente e emocionalmente esgotante.

E para cuidar dos outros, não nos podemos esquecer de cuidar de nós próprios.

O que pode fazer por si, se estiver nesta situação:

  • Estabeleça objetivos realistas para si própria, de acordo com aquilo que consegue fazer;
  • Não se angustie se as tarefas domésticas não forem tão bem executadas como é habitual. Se possível arranje alguém para a ajudar;
  • Peça a alguém que a substitua para poder dormir oito horas seguidas, se tiver dormido pouco, vários dias seguidos;
  • Faça algum exercício físico;
  • Prepare refeições completas e coma a horas certas, mesmo que lhe pareça estar demasiado cansada ou ocupada;
  • Peça à família ou aos amigos para a ajudarem quando estiver muito cansada, eles podem executar algumas tarefas como cozinhar  refeições, cuidar das crianças ou fazer companhia ao doente;
  • Aproveite as oportunidades para fazer uma pausa quando necessitar;
  • Procure reservar um tempo também para os outros familiares, mesmo que tenha de o programar como uma das tarefas do seu dia-dia;
  • Expresse os seus ressentimentos;
  • Evite, se puder, as pessoas ou situações que a irritam;
  • Chore, se isso ajudar, é uma maneira de suportar a situação;
  • Ria sem se sentir culpada, ajuda a libertar o stress;
  • Pratique técnicas de respiração profunda e de relaxamento;
  • Escreva as suas experiências num diário, como forma de libertar as emoções;
  • Felicite-se a si própria por tudo o que já fez.

Desejo-lhe um dia feliz e cuide de si!

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Maria José

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Acontecimentos da vida

Olá!

Nestes últimos dias não tenho demonstrado muito desejo de escrever. Por um lado, tenho  estado mais ocupada profissionalmente, por outro lado, entristecida com esta tragédia provocada pelos incêndios que continuam todos os anos a  devastar o nosso país.

Sabia que, crises de vida podem ter impacto em doenças posteriores?

Muitos acontecimentos negativos ocorridos num determinado período, podem ter uma elevada probabilidade de doença pouco tempo depois.

No entanto isto não é linear, as reacções individuais são variadas. Se uma pessoa possuir defesas suficientes e capacidade de lidar com as situações , a probabilidade de doença é mais reduzida.

É importante começar desde já a fazer alguns ajustes no estilo de vida, como por exemplo, ter mais cuidado connosco, em termos de alimentação, exercício, descanso, relaxamento e diversão.

Falar e escrever sobre mágoas e perdas traz também muitos benefícios. O desenrolar emocional dos acontecimentos, sentimentos, pensamentos e comportamentos que caracterizam os maus momentos da vida, dá  bom resultado.

Relembrar os acontecimentos, mesmo que estes sejam traumáticos, ajuda a reinterpretá-los e a crescer com eles.

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Imagem: Via

Um dia feliz para si!

Maria José

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O que fazer perante alguém que sofre

Olá!168a59a931921919d626815603374cee

Quantos de nós fica por vezes sem saber o que fazer ou que dizer, perante alguém que sofreu uma perda ou se encontra a passar por uma situação de doença.

É muito importante incentivar a pessoa a falar sobre a sua situação, a forma como a encara e a exprimir os seus sentimentos.

Deve-se no entanto deixar que seja o próprio a conduzir a conversa e falar do que desejar, deixando-o  falar livremente, respeitando sempre os seus silêncios e o seu ritmo pessoal. Por vezes, poder-se-á direccionar as questões para os seus sentimentos, medos e preocupações, o que muito frequentemente pode provocar o choro, mas consequentemente, vai aliviar a tensão.

Falar sobre os problemas e preocupações ajuda a integrá-los em vez de os negar, promovendo portanto uma adaptação e ajustamento à realidade.

Está demonstrado que o simples facto de falar sobre os sentimentos, dúvidas, receios, angústias e outros estados emocionais, reduz significativamente a ansiedade e o stress.

Por isso, quando estiver perante alguém que sofreu uma perda ou se encontra numa situação de doença, não tenha receio de falar sobre a situação, ou unicamente ouça o que a outra pessoa tem para dizer.

Uma excelente quarta-feira para si!

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Imagens: Pinterest

Maria José

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8 Atitudes a ter para alguém com depressão

 

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Imagem: Pinterest

Olá!

Muitos de nós já teve um familiar ou amigo com uma  depressão e quantos de nós  ficou sem saber como agir, o que fazer ou dizer a essa pessoa.

Algumas sugestões que poderão ajudá-lo.

  1. Ser um bom ouvinte é muito importante;
  2. Ouvir com consideração, sem tentar resolver ou modificar os problemas da pessoa;
  3. Colocar-se na posição da pessoa, pensar no que sentiria se o mesmo lhe estivesse a acontecer a si? Isto por vezes ajuda a criar mais empatia e a compreender melhor aquilo por que a pessoa está a passar;
  4. Dedicar tempo, encorajando-a a falar  e a conservar as suas actividades normais, ajude o familiar ou amigo  a aceitar e a aderir ao tratamento prescrito pelo médico;
  5. Não pressione nem discuta com o seu familiar ou amigo;
  6. Ofereça ajuda, mas deixe que a pessoa decida o que deseja fazer;
  7. Tranquilize-a  dizendo-lhe que irá ser capaz de sair desse estado de infelicidade, mas faça-o frequentemente, pois a pessoa deprimida manifesta falta de confiança e duvida de si própria, mas é importante também dizer-lhe que se encontra realmente doente e que os seus sentimentos de culpa e estado de angustia são sintomas da doença;
  8. Se notar que a pessoa deprimida está a piorar ou começar a dizer que não quer viver, leve estas afirmações a sério e informe o médico.

Não se esqueça que a depressão é uma doença, as pessoas que dela sofrem não são preguiçosas, nem histéricas, nem hipocondríacas.

As pessoas deprimidas não conseguem ter vontade própria, sendo inútil apelar ao seu esforço,  apresentam dificuldade em tomar decisões, pelo que durante a doença não devem ser pressionadas a tomá-las.

Se tem algum familiar ou amigo nesta situação, aceite a situação tal e qual como eles a descrevem.Tentar convencer as pessoas deprimidas de que a situação é melhor do que aquilo que eles referem ou sentem, poderá fazer perder a sua confiança.

Uma excelente quinta-feira, especialmente para si!

Maria José

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Imagem: Pinterest

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