Tristeza e depressão

Olá

É normal sentirmos-nos por vezes mais em baixo, tristes ou infelizes, geralmente em resposta a um determinado acontecimento negativo, como  uma desilusão , o fim de alguma coisa ou quando algo não nos corre como desejaríamos. Faz parte dos altos e baixos da vida.

Em geral, são situações passageiras de que todos recuperamos. A depressão, no entanto, é mais do que isso, pois além de gerar sentimentos intensos de tristeza, negatividade, ansiedade e desespero, esses sentimentos persistem e interferem com as actividades do  dia a dia.

O mundo assume uma tonalidade cinzenta.

A depressão compromete o bem estar, faz naufragar na negatividade, diminuindo a  qualidade de vida.

O decurso normal da  vida fica comprometido, a vida enche-se de problemas, afectando a nossa capacidade de funcionar de forma ajustada.

Como saber se sofre de depressão?

Talvez tenha perdido os seus interesses, talvez se sinta triste, ansioso, pessimista, fisicamente exausto, letárgico, sempre à beira das lágrimas,  afastado das pessoas que lhe são queridas e minimizando o contacto com o mundo exterior.

Todas estas situações são sintomas de depressão. Se tem alguns destes sintomas não sofra mais, procure ajuda.

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Um dia feliz para si!

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Sintomas da depressão

Um dos problemas da depressão é o seu surgimento tão subtil que muitas pessoas nem se apercebem. A espiral descendente da depressão e os seus efeitos nos níveis de energia, na realização do trabalho, na capacidade de comunicar com colegas, família, amigos e na qualidade de vida de um modo geral é quase devastadora.

A depressão pode ter várias causas, pode surgir devido a elevados níveis de stress  que perduram no tempo, exposição a uma crise nos acontecimentos do dia-a-dia, ou simplesmente por uma sensação de fracasso na realização dos objectivos.

O limiar entre longos períodos de infelicidade, exaustão, privação do sono, preocupações, sensação de falta de controlo é frequentemente indefinida.

Apresento-lhe uma lista de sintomas, se sentir quatro ou mais dos  sintomas seguintes durante mais de duas semanas, deverá consultar um médico, procurar psicoterapia ou optar por uma linha de acção pessoal.

  • Sente-se continuamente triste, ansiosa ou tem uma sensação de vazio?
  • Sente-se cansada ou mais lenta apesar de não ter motivo para tal ?
  • Perdeu o interesse na alimentação, no trabalho, naquilo que sentia prazer antes?
  • Costuma acordar muito cedo de manhã, durante a noite ou tem problemas para adormecer?
  • Perdeu peso (sem fazer dieta) ou aumentou de peso?
  • Tem dificuldade em pensar, concentrar-se ou tomar decisões?
  • Sente-se culpada?
  • Sente-se inútil?
  • Tem dores físicas sem causa física?
  • Pensa na morte ou suicídio?

Reconhecer que tem um problema e saber quando e onde deve procurar ajuda é a chave para controlar o problema.

Um dia feliz para si!

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Imagem:via

Maria José

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A ansiedade, tensão, ataque de pânico

Olá!transferir

A depressão é quase sempre acompanhada de ansiedade, que se manifesta através de sintomas físicos tais como: tensão muscular, dores no peito, suores, palpitações, náuseas, respiração acelerada e medo.

Estes sintomas são perturbadores, desconfortáveis, mas não são perigosos.

No entanto, se estes sintomas são levados ao extremo podem desenvolver um ataque de pânico.

Os ataques de pânico são desencadeados por um medo intenso, inesperado e sem razão aparente, que cria um estado de ansiedade extrema que é acompanhada de sintomas físicos.

Estas sensações podem suceder em situações vitais stressantes, dependendo da interpretação que a pessoa faz das circunstâncias difíceis, ou pode ocorrer em situações comuns, como espaços fechados, lugares com muitas pessoas, ou o simples acontecimento de comer num restaurante, ir numa autoestrada ou mesmo encontrar um amigo.

Outras vezes, podem ser apenas pensamentos desagradáveis a desencadear tais impressões.

Em quase todos os casos é possível identificar a circunstância ou pensamento que desencadeou a sensação de pânico.

Quando esta ocorre, a sensação é tão profunda, que há como que uma perda de controlo e um sentimento de que algo de terrível vai acontecer.

Muitas pessoas crêem que vão morrer de ataque cardíaco, ou que estão a enlouquecer e a perder o controlo sobre si mesmas.

Nada disto ocorrerá.

A ansiedade desaparecerá sempre ao fim de algum tempo. As sensações de pânico são sensações corporais também denominadas somáticas, mas não são perigosas.

Se ocorrerem só tem que esperar e deixá-las desaparecer. Sempre que sentir estas sensações, faça o seguinte:

  • Comece por fazer uma inspiração profunda e respire gradualmente de forma lenta e profunda;
  • Tente distrair-se dos pensamentos desagradáveis e do que está a sentir, para evitar que o pânico aumente, olhe à sua volta, observe os objetos, as cores, as formas, conte o nº de elementos em seu redor, faça contas mentalmente;
  • À medida que estas sensações vão desaparecendo, pense em fazer algo agradável de seguida.

Pense que os ataques de pânico não duram para sempre, duram alguns minutos no seu pico máximo, mas a seguir a ansiedade vai acalmando;

Aceite a ansiedade como parte complementar da vida.

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Imagens: Pinterest

Maria José

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8 Atitudes a ter para alguém com depressão

 

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Imagem: Pinterest

Olá!

Muitos de nós já teve um familiar ou amigo com uma  depressão e quantos de nós  ficou sem saber como agir, o que fazer ou dizer a essa pessoa.

Algumas sugestões que poderão ajudá-lo.

  1. Ser um bom ouvinte é muito importante;
  2. Ouvir com consideração, sem tentar resolver ou modificar os problemas da pessoa;
  3. Colocar-se na posição da pessoa, pensar no que sentiria se o mesmo lhe estivesse a acontecer a si? Isto por vezes ajuda a criar mais empatia e a compreender melhor aquilo por que a pessoa está a passar;
  4. Dedicar tempo, encorajando-a a falar  e a conservar as suas actividades normais, ajude o familiar ou amigo  a aceitar e a aderir ao tratamento prescrito pelo médico;
  5. Não pressione nem discuta com o seu familiar ou amigo;
  6. Ofereça ajuda, mas deixe que a pessoa decida o que deseja fazer;
  7. Tranquilize-a  dizendo-lhe que irá ser capaz de sair desse estado de infelicidade, mas faça-o frequentemente, pois a pessoa deprimida manifesta falta de confiança e duvida de si própria, mas é importante também dizer-lhe que se encontra realmente doente e que os seus sentimentos de culpa e estado de angustia são sintomas da doença;
  8. Se notar que a pessoa deprimida está a piorar ou começar a dizer que não quer viver, leve estas afirmações a sério e informe o médico.

Não se esqueça que a depressão é uma doença, as pessoas que dela sofrem não são preguiçosas, nem histéricas, nem hipocondríacas.

As pessoas deprimidas não conseguem ter vontade própria, sendo inútil apelar ao seu esforço,  apresentam dificuldade em tomar decisões, pelo que durante a doença não devem ser pressionadas a tomá-las.

Se tem algum familiar ou amigo nesta situação, aceite a situação tal e qual como eles a descrevem.Tentar convencer as pessoas deprimidas de que a situação é melhor do que aquilo que eles referem ou sentem, poderá fazer perder a sua confiança.

Uma excelente quinta-feira, especialmente para si!

Maria José

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Imagem: Pinterest

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Como reconhecer a depressão?

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Esta semana li uma notícia inquietante, a notícia é baseada num estudo que revela que um em cada cinco portugueses está em sofrimento psicológico.

Este sofrimento em parte poderá estar relacionado com a  crise,  dificuldades económicas, desemprego e o impacto na vida das famílias, sob o ponto de vista afectivo. O mesmo estudo refere, que as dificuldades socioeconómicas estão a ter mais eco nas mulheres do que acontecia anteriormente, isto a par de questões de natureza emocional.

Mas independente da crise, o nosso país tem indicadores preocupantes a nível da saúde mental, cerca de 23% dos portugueses sofrem de doenças mentais, nomeadamente perturbações depressivas e de ansiedade. É o país com a mais alta prevalência da Europa.

Diariamente são vendidas cerca de 23 mil embalagens de antidepressivos e no ano de 2015 foram vendidos quase 12 milhões de embalagens de tranquilizantes. E o problema é que esse número continua a aumentar.

As mulheres têm maior probabilidade, mais do que os homens, de se tornarem depressivas e, por vezes, a recuperação é mais lenta.

Como reconhecer então a doença depressiva?

A doença depressiva caracteriza-se por um aumento excessivo das sensações diárias que acompanham a tristeza. A tristeza e o sofrimento sentidos na doença depressiva são incapacitantes e exagerados em relação a qualquer fator de stress que a pessoa já tenha sofrido.

Quais os sintomas da depressão?

Os sintomas são diversos e manifestam-se a nível do humor, do pensamento, do impulso e a nível físico.

Relativamente ao humor: É frequente a tristeza, a infelicidade, a melancolia, o desespero, a ansiedade e tensão. Há manifesta falta de prazer, falta de satisfação nas coisas que habitualmente apreciava fazer. O choro é mais frequente, o humor é instável, verifica-se um certo mau feitio, irritabilidade, défice de memória e um sentimento de desvalorização;

Embora a tristeza, a ansiedade, a preocupação e a fadiga sejam os sintomas mais comuns das perturbações depressivas, estes sintomas são acompanhados muitas vezes por sintomas somáticos (físicos) que são agravados ou mantidos por factores psicológicos e por perturbações do sono. Entre os sintomas somáticos referidos mais frequentemente contam-se as cefaleias, lombalgias, sensação de esgotamento, cansaço, dores contínuas, perda do apetite, perda de peso, perda do desejo sexual, incapacidade para se relaxar.

Comparativamente às alterações a nível do pensamento, verifica-se perda de interesse, perda da auto-estima, sensibilidade excessiva, sentimento de inadequação, sensação de apatia, incapacidade de adaptação, dificuldade em tomar decisões, desespero, autocensura, lentificação motora e incapacidade em concentrar-se.

A nível do impulso, anunciam-se através do isolamento, evitamento, desejo de fuga ou ainda através de rituais compulsivos (p. ex., limpeza ou verificação).

O reconhecimento precoce da depressão é fundamental, muitas pessoas depressivas não reconhecem os seus sintomas ou não são capazes de exprimir a natureza da sua depressão.

Se identifica alguma desta sintomatologia depressiva e se essa sintomatologia já perdura há algumas semanas, consulte um médico, pois o reconhecimento precoce e um tratamento adequado produzem alívio e melhorias na sua qualidade de vida.

Não ceda à depressão, procure ajuda!

Todos nós temos por vezes momentos na vida em que nos é útil o apoio e orientação de alguém, que nos ajude a navegar por mares psicológicos tempestuosos.

Maria José

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Depressão de outono existe?

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Com a chegada do Outono, em que os dias são mais pequenos e com menos luz há uma maior probabilidade para o aparecimento de sintomatologia depressiva.

Esta  sintomatologia ocorre devido à menor incidência de luz no inverno, bem como pela mudança de hábitos, com a tendência a ficar mais tempo em casa ou em lugares fechados e convivendo menos.

Do ponto de vista psicológico a falta de luz e os dias mais curtos remetem para uma postura mais interiorizada, onde a energia é redirecionada para o mundo interno favorecendo a reflexão.

Sendo  a reflexão benéfica para algumas pessoas através da qual pode levar a um maior autoconhecimento (clique aqui) ou para o estabelecimento de novas metas e novos projectos com uma postura positiva e uma atitude resolutiva, para outras pessoas esta reflexão, poderá levar a sentimentos de frustração, tristeza, ansiedade, preocupação, diminuição de energia.

Como definir a depressão?

A doença depressiva define-se por  um aumento excessivo das sensações diárias que acompanham a tristeza. Trata-se de uma perturbação do humor, de gravidade e duração variáveis, que é frequentemente recorrente e acompanhada por uma diversidade de sintomas físicos e mentais, que abrangem o pensamento, os impulsos e a capacidade crítica.

A doença depressiva é reconhecida habitualmente pela própria pessoa ou pelos seus familiares e amigos próximos, quando os sintomas se agravam ou persistem durante muito tempo.

Sintomas:

  • humor triste persistente;
  • perturbação do sono;
  • perda do interesse ou do prazer pelas actividades habituais;
  • diminuição da energia e fadiga;
  • perda do apetite ou do peso
  • diminuição da eficiência
  • auto-recriminação e culpa;
  • incapacidade para se concentrar e tomar decisões;
  • postura e gestos característicos;
  • diminuição do desejo e da função sexuais.

Para além destes sintomas estão também frequentemente presentes, outros sintomas como a ansiedade, irritabilidade, agitação e lentidão.

Se tiver alguns destes sintomas, se eles se tornarem persistentes e aumentarem de intensidade, consulte um médico, mas pode seguir também as sugestões indicadas abaixo.

Se for uma alteração de humor associada à mudança de estação, o que pode fazer para sentir mais alivio e ultrapassar este período:

  • Faça uma alimentação equilibrada. A fruta e os vegetais frescos são especialmente recomendados.
  • Durma bem, mas se não conseguir dormir tão bem quanto desejaria, não se preocupe demasiado.
  • Saia de casa, beneficie da luz do sol, faça um pouco de exercício físico nem que seja uma caminhada longa;
  • Faça um relaxamento adequado;
  • Mantenha o convívio social;
  • Evite o álcool. Limite a sua ingestão de chá e café, por serem demasiado estimulantes.

Maria José

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