A criança e a auto-confiança

Hoje, dia da criança, recordo-lhe que um grande presente que pode dar ao seu filho e que perdurará certamente pela vida fora é ensinar o seu filho desde muito cedo a confiar nele próprio.

Para isso, seja um modelo a seguir. As crianças estão sempre muito atentas ao comportamento dos pais, à procura de sinais sobre o que fazer ou como reagir. Se mostrar persistência e confiança em si própria, o seu filho irá aprender a agir da mesma forma.

Estabeleça rotinas com o seu filho. Quando os acontecimentos sucedem mais ou menos à mesma hora todos os dias, o seu filho sente-se seguro, protegido, confiante e com controlo sobre o mundo. Compreende o que se irá passar e prepara-se para a mudança. Quando as crianças sabem o que esperar, sentem-se mais capacitadas  para brincar, crescer e aprender.

Ajude o seu filho a aprender a resolver problemas, mas não os resolva por ele. Oriente e apoie o esforço na resolução de problemas adequados à sua idade.

Atribua-lhe pequenas responsabilidades. Sentir-se útil faz com que se sinta importante e ajuda a criar confiança.

Atribua ao seu filho tarefas adequadas à sua idade. Seja específica em relação ao que pretende, uma tarefa de cada vez. Divida as tarefas difíceis em tarefas simples e realizáveis, para que ele sinta que as controla e que está confiante e seguro.

Permita-lhe tempo para brincar. Brincar é a forma que as crianças têm de descobrir coisas sobre si próprias, sobre os outros e sobre o mundo que as rodeia. É também através da brincadeira que as crianças aprendem a resolver problemas e a desenvolver a confiança.

Festeje as realizações do seu filho. Saliente as suas aptidões e do que ele é capaz.

Como pais desejamos incutir nos nossos filhos princípios que lhes proporcionem confiança, mas os melhores e mais eficazes vem através do nosso próprio exemplo.

 

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Desejo um dia feliz!

Maria José

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As crianças e o luto

Quando ocorre o falecimento de algum familiar ou pessoa próxima, surge sempre a dúvida de como agir com as crianças.

As crianças elaboram o luto de  forma diferente  dos adultos. A sua compreensão, o modo como reagem e aquilo que as tranquiliza varia conforme  a idade.

Em todas as idades sentem tristeza, perda e dor, têm medo da morte e de ficarem sozinhas. As crianças muito pequenas não conseguem entender que a morte é para sempre.

As crianças mais velhas entendem melhor a situação, mas é possível que não sejam capazes de falar sobre a morte.

O modo como os pais vivem o luto influencia a forma como os filhos também o vivem . Os adultos que admitem os seus sentimentos e choram com os seus filhos, ajudam-nos a aceitar e a compreender melhor a morte.

Como pode reconfortar uma criança:

  • Inclua a criança no que se está a passar;
  • Diga a verdade e dê-lhe muito apoio;
  • Esteja atento ao significado profundo daquilo que as crianças dizem sobre os seus sentimentos;
  • Seja verdadeiro e responda por palavras que elas entendam;
  • Relembre-lhes que, durante a fase do luto, elas são tão amadas como sempre foram;
  • Diga-lhes que aquilo que pensam e sentem é normal e que não faz mal chorar;
  • Tranquilize-as dizendo-lhes que as outras pessoas entendem a sua dor;
  • Encoraje-as a expressarem o que sentem, falando, pintando, brincando;
  • Procure manter a rotina das crianças tão tranquila quanto possível.

Um dia feliz para si!

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Maria José

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A depressão infantil

 

A depressão na infância acontece e pode ter inúmeras causas.

A falta de apoio nas necessidades básicas da vida da criança, uma relação parental disfuncional, onde os pais não conseguem satisfazer as necessidades afectivas e de protecção da criança, a vivência num ambiente conflituoso e agressivo em que a criança está exposta a excessivas críticas e recusas, experiência de uma situação traumática. Estes são potenciais factores desencadeadores de sintomas depressivos.

Muitas vezes os familiares só se apercebem, quando a criança apresenta alterações no comportamento que os inquietam.

As dificuldades de aprendizagem e os maus resultados escolares, podem ser um dos primeiros indicadores da depressão.

A depressão na infância  provoca transtornos a nível das funções cognitivas, como atenção, concentração, memória e nas funções executivas. Devido a estas alterações a criança não é capaz de desenvolver as suas competências, desencadeando comportamentos agressivos, baixa auto-estima, desmotivação, sentimentos de inutilidade e de culpabilidade.

A que sintomas deve prestar atenção:

 

  • Ansiedade

A criança pode apresentar muita fome, exibir mudanças no comportamento, chorar muito e muitas vezes sem motivo ou ficar inquieta;

  • Perturbação do sono

A criança pode apresentar dificuldade em adormecer ou  manifestar sono agitado, acordando várias vezes durante a noite;

  • Irritabilidade

A criança pode ficar agressiva ou incomodada com alguma coisa;

  • Perturbações do comportamento alimentar

A criança pode não se alimentar adequadamente levando à perda de peso ou a uma dificuldade em aumentar o peso de forma apropriada;

  • Recusa em ir à escola

A criança pode recusar ir à escola. O que geralmente acontece em resposta a um acontecimento traumático;

  • Fobias

A criança pode apresentar um medo irracional, incontrolável,  face a locais como a escola ou noutras situações.Por vezes, manifesta medo de adormecer;

  • Queixas abdominais

A criança pode usar lamentos como um jogo relacional, utilizar a dor corporal como um meio de pressão face aos pais: dores de barriga e de cabeça, pretendem sobretudo evitar a ida à escola ou outra situação causadora de ansiedade;

  • Obsessões

A criança  pode manifestar preocupação excessiva em redor de temas como a doença, a morte ou manias com o asseio e a arrumação;

É fundamental estar atento aos sintomas, mas mais importante é que  pais ou cuidadores proporcionem à criança sentimentos de segurança e suporte afectivo para que estes sintomas nunca se desenvolvam.

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Um dia feliz!

Maria José!

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